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Ciclo sobre contracultura leva música, cinema, teatro e debates ao Sesc Pompéia.
A partir desta quarta-feira (16) tem início o ciclo "Vida Louca, Vida Intensa - Uma Viagem pela Contracultura" no Sesc Pompéia, em São Paulo. Com atrações musicais, teatrais, exposição de cartazes e uma seleção de 27 filmes, a mostra abrange diferentes expressões da contracultura, palavra difundida no fim da década de 1950 para designar o que se diferenciava das manifestações artísticas predominantes na sociedade da época.
Entre os destaques da programação estão o show da banda suíça Young Gods, uma apresentação de jazz em tributo ao poeta e artista britânico William Blake, peça teatral baseada na vida e obra de Hilda Hilst, leitura de poemas de Ana Cristina César e uma instalação cenográfica no espaço de convivência do centro cultural, que tenta reproduzir, por meio de sons e imagens, a atmosfera da contracultura do fim da década de 1950 até a década de 1980.
No espaço da instalação cenográfica haverá ainda o espetáculo "Intervenção Antropofágica", envolvendo dança, teatro, literatura e música, sob o comando da Cia. Nova Dança 4.
A seleção de filmes dialoga com as demais atrações e abrange curtas do escritor William Burroughs, o longa "The Trip" (1967), filme sobre o uso de LSD dirigido por Roger Corman, "Naked Lunch" (1991), adaptação de obra de Burroughs feita por David Cronenberg, além de uma sessão dedicada a Andy Warhol com dois filmes - um sobre a vida do artista, "Scenes from the Life of Andy Warhol", e outro dirigido por ele, "Vinyl" (1965). Warhol também aparece na direção de outra produção que será exibida, "The Velvet Underground and Nico" (1966), que mostra imagens da banda nova-iorquina liderada por Lou Reed.
A literatura tem destaque no ciclo com o sarau "Noites Sujas: Nuvem Cigana", que comemora os 30 anos do grupo de escritores cariocas Nuvem Cigana, formado por Bernardo Vilhena, Chacal, Charles Peixoto e Ronaldo Santos. "Vida Louca - Vida Intensa" apresenta também seminários sobre contracultura e tropicalismo.
O ciclo tem curadoria do jornalista e designer Eduardo Beu e segue até 22/6 no Sesc Pompéia, em São Paulo. Consulte a programação completa do evento no site www.sescsp.org.br.

INGREDIENTES:
1 cebola picada
2 xícaras de chá de molho branco
2 colheres de sopa de farelo de aveia
3 berinjelas
3 colheres de sopa de cebolinha ou salsinha
3 tomates batidos
4 colheres de sopa de óleo
150 g de queijo mussarela light
Sal a gosto
MODO DE PREPARO:
Corte as berinjelas em cubos e deixe de molho em água com sal por 15 minutos (para tirar o sabor picante).
Despreze a água e coloque em uma panela (cobrindo com água).
Deixe ferver por 8 minutos, coe e reserve.
Coloque o óleo e a cebola em uma panela e deixe até murchar.
Junte os tomates batidos e deixe apurar por 20 minutos ou até diminuir pela metade.
Acrescente a cebolinha.
Em uma refratário, faça camadas com as berinjelas, molho vermelho, molho branco e mussarela.
Polvilhe farelo de aveia.
Coloque algumas fatias de mussarela e leve para gratinar no forno.
Sirva quente.
Bom apetite
Grandes aborrecimentos deste início de mês
Não bastaram as piadinhas de repartição, o humor insistentemente chato sobre o tema e os toques de celular. Muito menos a extensão, ao mundo real, dos debates acalorados daquela sala da PUC do Rio cheia de adolescentes espinhentos, malvados e brancos, que sustentam o tráfico e o crime na cidade maravilhosa. Não, meus amigos, ainda tinha que acontecer isto aqui:
“Caveira Motivacional
Como as regras do Batalhão de Operações Especiais, da pm do rio, que inspirou o premiado e polêmico 'Tropa de Elite', viraram bíblia de palestras e são aplicadas no dia-a-dia de grandes empresas."
Mais:
“Storani inflama a platéia com a terminologia usada pelos policiais no filme. "E quem não está satisfeito...", provoca ele. O público reage, de pronto. 'Pede pra sair!', respondem os engravatados, usando o bordão que tomou conta do país logo após o lançamento do filme em outubro do ano passado.”
E o tiro de misericórdia da leitora assídua dos ensinamentos do papa do marketing e da revista Seleções!:
"Os mais empolgados levam os conceitos para dentro das empresas. Não falta nem a caveira, símbolo máximo dos policiais durões do batalhão. 'Quando alguém consegue bater a meta, faz no computador um bonequinho com a caveira do Bope e manda por e-mail', conta Patrícia Olivani, 36, coordenadora de vendas do Unibanco AIG. 'Nas palestras, fazemos uma auto-reflexão, buscando as características do 'caveira' dentro da gente'."
Eu adoro os picaretas. Eles conseguem ir aonde nós não temos saco nem cara de pau para chegar. Estabelecem com seus rebanhos uma relação quase paternal, embora dos nossos pais a gente pouco escute. Essa dose de oportunismo e filhadaputice deslavada por si só já é fascinante quando falamos das grandes massas. Mas quando o Felipão aparece para ensinar a megaempresários os caminhos do sucesso, o Parreira revela como o senso de liderança levou-o a ganhar a Copa de 94 e o vendedor pit-bull ensina a jovens talentos do marketing como capturar seu consumidor, o tesão é ainda maior.
O segredo da picaretagem empresarial é basicamente uma combinação de metáforas, analogias e claro, a dinâmica de grupo. Um quebra-cabeça montado em grupo representa o enfrentamento dos desafios da empresa de forma colaborativa. E aí se você não tem saco para quebra-cabeças simplesmente porque acha isso um dos passatempos mais chatos da História, está fadado ao lodo empresarial e à pecha de individualista.
Ostentar algum título bizarro ou de PhD – que, como lembra Francis Wheel em “Como a picaretagem conquistou o mundo”, seria “quase o mesmo que trazer a advertência ‘Este homem é perigoso’” -, pode garantir ainda mais status entre gente perdida e sujeita a comprar qualquer porcaria que lhes garanta revelar o segredo para fazer amigos, influenciar pessoas ou qualquer outro milagre das relações interpessoais.
Talvez porque, no fim das contas, picaretas façam realmente bem a essa gente.
http://www.gardenal.org/ressacamoral/