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Terra Blog

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21.07.08

DdC no Jornal TodoDia (parte II)

categorias: Textos e Afins

Você vai... Eu fico
Para uma dona de casa comum, sua profissão é algo natural, advindo de origens bíblicas e pronto. Não há o que titubear, não há complicações e muito menos discussões sobre o assunto. Mas, para alguns compa-nheiros da categoria, suas funções vão muito além. “É uma filosofia mesmo, temos isso como um estilo de vida e tentamos melhorar cada dia mais. Percebemos que no começo todos têm um pouco de preconceito com ser dono de casa. Para o homem, ele acha que vai ser menos homem, coloca sua masculi-nidade em risco, mas com a conversa a maioria gosta e até passa a se identificar”, incita o historiador Marcelo Meneses, um dos criadores da marca Dono de Casa House Wear, que comercia-liza camisetas, panos de prato e aventais estilizados para homens mais caseiros.
De acordo com Meneses, a idéia surgiu há quatro anos, quando ele e mais três amigos - entre eles, Diego Pena e Alex F. da Costa, hoje seus sócios - estavam em viagem, depois de sair de seus empregos fixos. “Percebemos que gostávamos de fazer as tarefas de casa e que não ia ser sacrifício cuidar do lar, além do que nossas esposas e namoradas estavam ganhando bem e toparam a idéia”, recorda.

O mais interessante são os clientes. Segundo o historiador, sua clientela é formada na maioria por.... mulheres! “Elas compram para dar de presente para seus namorados, maridos, pais. Temos uma clientela considerável, principalmente se pensar que não somos uma empresa e nossa propaganda é de boca”, completa.

Com suas preferências entre cozinhar e faxinar, Meneses hoje divide as atividades de dono de casa com o trabalho de pesquisador da USP (Universidade de São Paulo). Para ele, o período destinado apenas às atividades caseiras foi bom para colocar o espírito em ordem. “Aproveitei esse tempo também para cuidar do 'espírito' no sentindo kantiano, estudei mais e fiz pesquisas. Hoje, como tenho o tempo mais maleável, eu faço o meu horário, continuo cuidando da maior parte das tarefas, diferente da minha companheira, que é advogada e tem o horário mais complicado”.

http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=todagente

  • criado por  simplemente criado por simplemente
  • Postado em 18:58:45

DdC no Jornal TodoDia (parte I)

categorias: Textos e Afins

Homens do novo milênio
Lavar, passar e cozinhar deixou de ser tarefa exclusivamente feminina. Eles também estão nessa.

 O dia do caminhoneiro Claudevino Aparecido de Souza não é sempre igual, mas ele acorda cedo, lá pelas 6h. E, mesmo sem estar ao lado esposa há 15 dias, ele sorri um sorriso pontual. “Ela foi passear lá pelas bandas de Tangará, a dois mil quilômetros daqui”, explica. Enquanto os beijos de hortelã de sua alma gêmea estão bem longe, Claudevino fica por aqui, cuidando da casa. Lava as roupas, faz a sagrada faxina toda sexta-feira e ainda cozi-nha para os filhos. Um verdadeiro dono de casa. “Faço o básico, mas gosto de inventar na cozinha. Se bobear, faço até melhor do que ela”, solta, em tom de brincadeira, mas com um fundinho de verdade.
Mas esta rotina não faz parte do cotidiano de seo Claudevino só por causa da ausência da esposa. Estas atividades são comuns na vida deste caminhoneiro. “Mi-nha mulher trabalha com vendas, então, sai muito. Eu, como dependo de transporte, fico mais em casa”, conta. E enquanto o telefone não toca com mais um serviço, Claudevino cumpre muito bem seu papel de “dono do lar”, mantendo a casa um brinco. “O pessoal zomba me chamando de 'dona Maria', mas eu nem ligo. Acho que precisa ajudar sim”, rebate. Mas calma, seo Clau-devino, o se-nhor não está sozinho nessa.

O músico Adilson Marchi Filho também compartilha do mesmo pensamento. Apesar de ter o ato de cozi-nhar como um hobby, ele fez questão de ressaltar que, quando necessário, faz as atividades da casa sem problema. “Hoje em dia é necessário, né! Acho que é justo ajudar a espo-sa”, argumenta ele, sem deixar de falar das suas famosas batatas inglesas, claro. “São as me-lhores, pode ter certeza. Sou um verdadeiro especia-lista”.

É. Parece utopia, mas estes relatos são verídicos. Para a alegria da mulherada e para espanto dos machões de plantão. De acordo com o sociólogo Gessé Marques Júnior, as mulheres estão conquistando cada vez mais o espaço público e, em contrapartida, os homens entram no ambiente privado. "Estas mudanças explodiram a partir dos anos 60, com o movimento feminista pela busca dos direitos. No Brasil, a mulher sai para trabalhar, mas existe um grande exército de empregadas domésticas contratadas para fazer as atividades do lar. Quando não tem empregada, a maioria das mulheres possui a chamada dupla jornada: trabalho no escritório e em casa", comenta.

Segundo Gessé, o cenário legislativo também permitiu que estas mudanças comportamentais eclodissem na sociedade. "Hoje, quando um casal se separa, tem a guarda compartilhada. Ou seja, o homem cuida dos filhos, faz a comida, cuida da casa. Com isso, os homens vão dominando cada vez mais espaços. Até essa coisa de homem cozinhar se tornou algo chique."

  • criado por  simplemente criado por simplemente
  • Postado em 18:56:34

20.07.08

BRASÍLIA e a lei seca

categorias: Fotos
  • criado por  simplemente criado por simplemente
  • Postado em 21:34:49