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Alcoólicas (trechos)
Hilda Hilst
I
É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d’água, bebida. A vida é líquida.
II
Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d’água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.
III
Alturas, tiras, subo-as, recorto-as
E pairamos as duas, eu e a Vida
No carmim da borrasca. Embriagadas
Mergulhamos nítidas num borraçal que coaxa.
Que estilosa galhofa. Que desempenados
Serafins. Nós duas nos vapores
Lobotômicas líricas, e a gaivagem
se transforma em galarim, e é translúcida
A lama e é extremoso o Nada.
Descasco o dementado cotidiano
E seu rito pastoso de parábolas.
Pacientes, canonisas, muito bem-educadas
Aguardamos o tépido poente, o copo, a casa.
Ah, o todo se dignifica quando a vida é líquida
IX
Se um dia te afastares de mim, Vida — o que não creio
Porque algumas intensidades têm a parecença da bebida —
Bebe por mim paixão e turbulência, caminha
Onde houver uvas e papoulas negras (inventa-as)
Recorda-me, Vida: passeia meu casaco, deita-te
Com aquele que sem mim há de sentir um prolongado
vazio.
Empresta-lhe meu coturno e meu casaco rosso:
compreenderá
O porquê de buscar conhecimento na embriaguês da via
manifesta.
Pervaga. Deita-te comigo. Apreende a experiência lésbica:
O êxtase de te deitares contigo. Beba.
Estilhaça a tua própria medida.
Os versos acima foram extraídos dova — Rio de Janeiro, 2001, pág. 293, uma seleção de Ítalo Morico livro "Os cem melhores poemas brasileiros do século", editora Objetini, publicados originalmente em "Do desejo".
Nós do DONOdeCASA já sabíamos!!!
Homens que lavam a louça têm uma vida sexual melhor, segundo estudo.
Os homens que compartilham as tarefas domésticas melhoram a harmonia no casal e podem ter uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo americano publicado nesta quinta-feira.
"Em geral, quanto mais tarefas domésticas fazem os homens, mais felizes são as mulheres", explica à AFP Scott Coltrane, sociólogo da Universidade de Riverside na Califórnia e co-autor do estudo, que teve um resumo publicado no site da organização Council of Contemporary Families (CCF).
"Quando os homens fazem mais tarefas no lar, a percepção das mulheres sobre a igualdade e a satisfação matrimonial aumentam, e o casal tem menos conflitos", afirma o estudo.
"Nós, sociólogos em geral, não damos atenção a isso, mas os terapeutas dizem que existe uma correlação direta entre o fato de que os homens que realizam mais trabalho em casa e a freqüência dos encontros sexuais", disse Coltrane.
Joshua Coleman, psicólogo membro do CCF, confirmou em um comentário publicado no site que o fato de compartilhar as tarefas doméstica "está associado a um nível mais elevado de satisfação matrimonial e, às vezes, mais relações sexuais também".
"As mulheres dizem sentir mais atração sexual e mais afeto por seus maridos se eles participam das tarefas do lar", explica Coleman.
Porém, fez um alerta: passar mais tempo cuidando dos filhos pode afetar a intimidade do casal, já que "muitos casais aumentam o tempo passado com os filhos eliminando ou reduzindo consideravelmente os momentos românticos", disse Coleman.
O estudo será apresentado na conferência anual do CCF no próximo mês em Chicago (Illinois, norte).
Para conferir.
A Feira BACANA é um evento multicultural que resignifica a idéia de 'bazar de final de ano'. Nossa proposta é unir talentos, ideologias e propor aos visitantes uma forma agradável de confraternizar, conhecer trabalhos criativos e também fazer comprinhas de final de ano, livre de tumultos e da massificação de opções dos shoppings centers.
Sábado, dia 6 de dezembro:
10h às 12h - Aula aberta de Yoga com Anderson Allegro
14h - Oficina de Japa mala, com Jussara Rodrigues
16h - Bate -papo com a jornalista e escritora Sonia Hirsch e a culinarista Fernanda Franco
19h - Musica devocional e kirtans com Sergio Gonzalez e Cris Di Dário
Domingo, dia 7 de dezembro:
a partir das 10h - Oficina de manutenção de bikes
11h - Brincayoga com a prof Nírmala
14h - Vivência: cura ancestral feminina para a mulher contemporânea, com Sabrina Alves
16h - Alimentação sem carne, com o nutrólogo Eric Slywitch
Expositores com produtos muito especiais:
AUM com acessórios e roupas iogues; Maluko roupas indianas; Cds de mantras da Lua Music; Mandalas em prata e vitral da Jussara Rodrigues; origamis da Liss; Batiks by Jussara; bijus da Pat.schu; arte em papel da Papel de Quintal calcinhas customizadas da Penelope Constance; cerâmicas da Giedre Aguirra, adesivos de parede da Fixa e comidinhas e petiscos da Manjar Cozinha Integral
Feira de Trocas permanente: traga roupa, livros, cds, o que estiver com vontade de trocar...
Plantão de massagens - sábado e domingo das 14 às 17h
Ongs que participam do evento:
Mopi Bichos - Movimento dos protetores independentes
Apia - Projetos de Inclusão social
Slow Food - Ecogastronomia
Sementes de Paz - rede de compras coletivas
Uma receita de sauduíche para curtir os dias preguiçosos do verão.
1 pacote de pão de forma sem casca
1 kg de peito de frango cozido e desfiado
1 maço de cheiro verde picadinho
2 cenouras (cruas) grandes raladas
200 g de ricota amassada
500 g de maionese
8 a 10 folhas de alface picadinhas
Tempero a gosto
1/2 pacote de creme de cebola
1 caixa de creme de leite
250 ml de leite
Batata palha
Misture o frango, cheiro verde, cenoura, ricota, maionese, alface e o tempero, misture tudo delicadamente, reserve.
Misture o creme de leite, creme de cebola e o leite, reserve.
Em um refratário arrume uma cama de pão, molhe com a mistura do leite e coloque uma parte do recheio.
Coloque outra camada de pão molhe com a calda e o restante do recheio, finalize com a batata palha.
Deixe descansar por 1 hora e sirva.